Falta muito pouco para o início do Mundial de 2026. Estas são as cinco coisas que deve mesmo saber

Falta muito pouco para o pontapé inicial do primeiro jogo do Campeonato do Mundo da FIFA deste verão, e já há muito de que falar. Desde tensões diplomáticas até aos preços dos bilhetes e custos de viagem, o torneio tem sido notícia antes mesmo de a bola ter começado a rolar, e esse interesse só tende a aumentar à medida que nos aproximamos do jogo de abertura entre o México e a África do Sul, a 11 de junho.

Expresso
Publicado 23 de maio
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Este Campeonato do Mundo tem tido várias polémicas e talvez a maior delas até agora seja o custo associado à sua assistência. Os preços dos bilhetes para os jogos atingiram novos máximos, dissuadindo muitos adeptos de acompanhar as suas seleções nos jogos na América do Norte. Os lugares mais baratos para o jogo de estreia dos EUA contra o Paraguai, a 12 de junho, custam agora mais de 1.000 dólares cada (cerca de 862 euros). Esses preços disparam ainda mais para os jogos mais importantes, com os bilhetes para a final a atingirem agora os 32.970 dólares (28.400 euros).

Até o presidente Donald Trump ironizou alguns dos custos, dizendo ao New York Post que “também não pagaria, para ser sincero”, referindo-se ao preço de quatro dígitos dos bilhetes da seleção masculina dos EUA. Se acha que estes preços já são de fazer chorar, espere até ver os preços de revenda. A FIFA criou uma plataforma para que os detentores de bilhetes possam revender os seus lugares pelo valor que acharem adequado. O organismo regulador não define os preços, mas retém 15% tanto do comprador como do vendedor.

Estes bilhetes estão a ser vendidos por dezenas, senão centenas, de milhares de dólares. Um detentor de um bilhete para a final está até a revender o seu lugar, que fica mesmo no fundo do estádio, por mais de 11 milhões de dólares (9,5 milhões de euros). E embora ninguém espere, realisticamente, que alguém pague isso, este facto demonstra o quão inacessíveis estes preços são para a maioria dos adeptos comuns em todo o mundo.

A FIFA tem defendido consistentemente a sua estrutura de preços, afirmando que disponibilizou bilhetes a partir de 60 dólares (52 euros) para todos os jogos, incluindo a final, que serão atribuídos especificamente aos adeptos das equipas qualificadas através das respetivas federações nacionais. Afirma também que, como organização sem fins lucrativos, as receitas são reinvestidas diretamente no futebol.

“Temos de olhar para o mercado. Estamos num mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, por isso temos de aplicar as taxas de mercado”, justificou recentemente o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na Conferência Global do Milken Institute, na Califórnia. “Nos EUA é permitido revender bilhetes, por isso, se os vendermos a um preço demasiado baixo, esses bilhetes serão revendidos a um preço muito mais elevado. E, na verdade, embora algumas pessoas digam que os nossos preços são altos, acabam por chegar ao mercado de revenda a um preço ainda mais elevado, mais do dobro do nosso.”

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